Energia interna. Para um gás ideal, \(U=U(T)\). Nas isotermas, a temperatura não muda; nas adiabáticas, a variação de temperatura aparece explicitamente em \(\Delta U=nC_V\Delta T\).
\[\Delta U_{21}=0,\qquad \Delta U_{43}=0,\]
\[\Delta U_{32}=nC_V(T_C-T_H)<0,\qquad \Delta U_{14}=nC_V(T_H-T_C)>0,\]
\[\Delta U_{ciclo}=\Delta U_{21}+\Delta U_{32}+\Delta U_{43}+\Delta U_{14}=0.\]
Trabalho no ciclo. Nas isotermas, \(\Delta U=0\), então \(\Delta W=-\Delta Q\). Nas adiabáticas, \(\Delta Q=0\), então \(\Delta W=\Delta U\). Assim, cada etapa contribui para o trabalho líquido com o sinal determinado pela convenção \(dU=dQ+dW\).
\[\Delta W_{21}=-nRT_H\ln\frac{V_2}{V_1}<0,\]
\[\Delta W_{32}=nC_V(T_C-T_H)<0,\]
\[\Delta W_{43}=-nRT_C\ln\frac{V_4}{V_3}>0,\]
\[\Delta W_{14}=nC_V(T_H-T_C)>0.\]
As contribuições adiabáticas se cancelam na soma, pois aquecimento e resfriamento têm a mesma amplitude térmica. Usando \(V_2/V_1=V_3/V_4\), o trabalho líquido fica
\[\Delta W_{ciclo}=\Delta W_{21}+\Delta W_{32}+\Delta W_{43}+\Delta W_{14}=-nR(T_H-T_C)\ln\frac{V_2}{V_1}<0,\]
\[\Delta Q_{ciclo}=-\Delta W_{ciclo}>0.\]