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Capítulo 3 · Item 3.9

Exemplo III: Paramagnetismo Clássico

Limite clássico dos momentos magnéticos e interpretação via função de Langevin.

O Modelo Contínuo

No limite clássico, tratamos os momentos magnéticos \(\vec{\mu}\) como vetores contínuos de módulo fixo \(\mu\), capazes de assumir qualquer orientação \(\theta\) em relação ao campo \(B_z\). A energia de interação é dada por:

\[ E(\theta) = -\mu B_z \cos \theta \]

Para calcular a função de partição de uma partícula (\(Z_1\)), devemos integrar o fator de Boltzmann sobre todo o ângulo sólido \(d\Omega = \sin\theta d\theta d\phi\):

\[ Z_1 = \int e^{-\beta E(\theta)} d\Omega = \int_0^{2\pi} d\phi \int_0^\pi e^{\beta \mu B_z \cos \theta} \sin \theta d\theta \]

Definindo a variável adimensional \(x = \mu B_z / k_B T\), a integração resulta na expressão analítica:

\[ Z_1 = 4\pi \frac{\sinh x}{x} \]
Magnetização e a Função \(L(x)\)

A magnetização macroscópica \(M\) é obtida via derivada da energia livre de Helmholtz (\(F = -N k_B T \ln Z_1\)) em relação ao campo \(B_z\):

\[ M = N\mu \left( \coth x - \frac{1}{x} \right) = N\mu L(x) \]
Comparação Brillouin vs Langevin
Magnetização normalizada em função de \(x\) (proporcional a $B_z$). A Função de Langevin (tracejada) representa o limite \(s \to \infty\) da Função de Brillouin.