Considere um sistema inicialmente líquido, aquecido a pressão constante. Ao cruzar a linha de coexistência, a vaporização deveria ocorrer no equilíbrio. Se não houver centros de nucleação, porém, o líquido pode permanecer como fase única além dessa linha, entrando no ramo líquido metaestável.
Esse regime é o superaquecimento do líquido. Ele termina quando o sistema alcança a espinodal correspondente: nesse limite a barreira de nucleação desaparece, as flutuações crescem espontaneamente e a fase homogênea colapsa.
De modo análogo, ao resfriar um gás, a condensação pode ser atrasada. O gás atravessa a linha de coexistência sem formar líquido e permanece no ramo gasoso metaestável até atingir a espinodal oposta. Esse comportamento caracteriza o super-resfriamento do gás.